CORTONA:
Foi uma das 12 cidades da confederação etrusca e, através dos seus primitivos muros ciclópicos, ainda hoje podem ser observados imponentes pedaços pouco alteradosdos muros medievais. Salvo poucos belos palácios renascentistas, o caráter medieval dos edifícios cortonenses prevalesce e contribui para conferir às estreitas e pendentes estradas um aspecto muito sugestivo. Devido à elevada posição (600 acima do nível do mar), de todos os pontos de Cortona pode-se ter uma maravilhosa visão, que abraça toda a Val di Chiana. No Museu da Academia Etrusca, entre as muitas obras de cada período emergem: o lustre etrusco, chamado Cortona, um dos mais celebrados artigos de bronze da Antigüidade; e a “Musa Polimnia”, pintura da época romana, de extraordinária beleza. No Museu Diocesano, além das obras de Luca Signorelli, o grande pintor renascentista nativo de Cortona, encontra-se uma das mais bonitas “Anunciações” de Beato Angelico. Muito notáveis as igrejas medievais de S. Francesco e de S. Domenico; o Palazzo Casali, medieval, com fachada renascentista; as igrejas renascentistas de S. Maria Nuova e de S. Niccolò, nas quais se encontram obras de arte de grande valor. Fora da cidade, encontram-se a tumba etrusca denominada “Tanella di Pitagora” (séc.II a. C.), na localidade de Cannaia; tumbas etruscas e hipogeu, do séc. VI e VII a. C., na localidade de Sodo; na localidade de Metelliano, a igreja romana de S. Angelo; e em Calcianio, o lindo templo do 500’ de S. Maria delle Grazie. O convento das Celle, fundado por S. Francisco, é um dos lugares mais sugestivos da zona. A “Via Crucis”, de Severini (séc. XX), segue a mística rampa que une o centro habitado ao santuário de S. Margherita, por sua vez dominado pela imponente estrutura da Fortezza del Girifalco. Manifestações: Sagra della Bistecca – 15 de agosto. O verão Contonense é, também, caracterizado por um nutritivo calendárioe iniciativas artísticas e culturais. Em setembro acontece a Mostra de Móveis Antigos.

MONTEPULCIANO:
A esplêndida cidadezinha, que por seus vestígios artísticos e arquitetônicos foi chamada a “Pérola do ‘500”, conserva intacta a sua beleza. Subindo as íngremes ruelas, o visitante descobrirá belíssimos prédios e igrejas, onde os arquitetos máximos do Renascimento levaram a sua arte incomparável. Poderá ver a maravilhosa Piazza Grande, com o Duomo de fachada incompleta e o Palazzo Comunale; sendo que todos os monumentos ao redor são renascimentistas. No vale abaixo da cidade, um panorama inesquecível, pode-se observar a elegante estrutura do Templo di San Biagio. Montepulciano é, também, um centro com uma dinâmica atividade cultural: entre as manifestações mais notáveis, o “Cantiere Internazionale d’Arte” e a representação popular do “Bruscello”. Ao lado da economia agrícola, sempre muito importante, encontra-se uma grande vocação turística, que vê como um dos componentes mais importantes as Termas de Montepulciano, na cidade de S. Albino, onde são exploradas as propriedades curativas das águas e da lama.

PIENZA:
O seu primeiro nome foi “Castello di Corsignano”. Pienza tem o nome atual para homenagear o Papa Pio II Piccolomini, que iniciou, na segunda metade do ‘400, a reestruturação, com a qual se buscava concretizar a imagem utópica de cidade ideal. Toda a aldeia é uma pequena jóia para se ver mas, particularmente, precisa-se visitar o Duomo, que abriga obras de Giovanni di Paolo, Matteo di Giovanni del Vecchietta e di San di Pietro. Existe, também, um altar de mármore atribuído a Rossellino, o arquiteto que recebeu, do Papa Pio II, a tarefa de redesenhar a cidade. Adjacente ao Duomo, fica o “Museu Diocesano”, onde é possível admirar obras da escola de Sodoma e de Sano di Pietro, como as tapeçarias flamengas do ‘400 e ‘500. A poucos metros fica o belíssimo Palazzo Piccolomini, edificado com desenhos de Bronzino e de Beccafumi. No vale da cidade se estende uma maravilhosa paisagem do “Parco Artistico Naturale e Culturale della Val d’Orcia”, com áreas ravinadas profundamente, campos ondulados e as famosas montanhas em forma de crista.

CHIUSI:
Já muito importante na época etrusca, Chiusi viveu o seu período de máximo explendor à época do legendário Rei Porsenna. Importantíssimos tesouros arqueológicos, frutos das escavações que ainda hoje continuam, com sucesso, são visíveis no “Museu Archeologico Nazionale Etrusco”. Em frente ao Museu fica o Duomo, já existente no século XII, e reformado em 1585; ao lado do edifício foi instituído, nos anos 30, o “Museu della Cattedrale”, onde se encontram importantes restos arqueológicos, entre eles alguns preciosos missais em miniatura. No território, também foram descobertas outras tumbas etruscas, como aquela da Pellegrina, da Scimmia, do Leone, da Pania e muitas outras. O cristianismo difundiu-se muito rapidamente nestes lugares. Pode-se comprovar através das Catacombe di Santa Mustiola e di Santa Caterina. Além das catacumbas, pode-se visitar o chamado “labirinto di Porsenna”, que consiste em um intrincado sistema de túneis subterrâneos, que leva à Cisterna, que remonta ao século I d. C. Para tudo isso, mas também para as notáveis atrações naturais, Chiusi está desenvolvendo a própria vocação turística. Uma importante atração é constituída pelo lago de Chiusi, aos pés da cidade, tranquilo espelho de água onde é possível praticar pesca esportiva e observação de pássaros.

CHIANCIANO TERME:
Certamente é uma das localidades termais mais famosas e importantes da Itália. Ademais, sempre às águas é, provavelmente, ligada a presença de um significativo povoado humano, que teria constituído um grande centro etrusco-romano. Importante testemunho é o descobrimento de um monumental complexo termal, durante as escavações na centralíssima localidade de “Mezzomiglio”. Muitos outros restos arqueológicos, da época etrusca e romana, alguns dos quais descobertos recentemente, são visíveis no Museu Cívico Arqueológico “Delle Acque”. A cidade turístico-termal surgiu contígua à velha Chianciano medieval, que contém no seu interior pequenos tesouros da arte romana e renascentista: alguns desses tesouros – como pinturas da escola de Siena e Florentina, de discípulos de Duccio di Buoninsegna e Arnolfo di Cambio – podem ser admirados no Museu de Arte Sacra, que fica no Palazzo dell’Arcipretura. Chianciano situa-se a aproximadamente 550 metros acima do nível do mar, submersa em grandes bosques de carvalhos, faias, carvalho verde e castanheira, entre a Valdichiana e a Val d’Orcia, onde, junto com o ambiente tipicamente toscano, podemos ainda admirar bastiãos, fortalezas, castelos e abadias. Neste ambiente, ainda não contaminado, encontram-se os famosos mananciais termo-minerais. ChiancianoTerme oferece todas as vantagens climáticas e turísticas derivantes da sua posição geográfica.

BAGNO VIGNONI:
A aldeia de Bagno Vignoni era famosa, desde os tempos dos romanos, por suas águas benéficas que surgem a um temperatura acima de 50°C e são recuperadas no “vascone”, uma grande banheira que fica no centro da cidade, que lhe dá um aspecto muito sugestivo. À S. Caterina da Siena é dedicado um pequeno santuário, que fica no pórtico, ao lado da banheira. O castelo de Vignoni domina a cidade e é alcançado tanto por San Quirico quanto por Bagno Vignoni, um percurso naturalista que pode ser feito à pé.

MONTALCINO:
Fica no cume de uma colina que domina os vales da Orcia, da Arbia e da Ombrone. Passeando pela cidade, podem ser admiradas – além dos explêndidos panoramas – numerosas construções medievais, a começar pelo Palazzo Comunale – antiga sede dos Priori – austera construção em pedra, decorada por brasões e coroada por uma alta torre, de monumentais pórticos e arcos góticos do séc. XV – XVI. Também podemos visitar a catedral, em estilo neo-clássico – construída sobre uma igreja do ano 1000 –, em cuja Capella del Battistero se conservam interessantes esculturas. O santuário da Madonna del Soccorso, erguido no ano 1600, sobre uma igreja do ‘400 atrás da porta Corniolo; Sant’Agostino, gótico-romana, Sant’Egídio (dita, também, Chiesa dei Sensi), do início do séc. XIV; San Francesco com torre quadrangular; Museu Cívico – Madonna col bambino e os Santos Giovanni e Pietro, terracota Robbiana de 1507; S. Sebastiano, outra terracotta Robbiana do séc. XV; Museu Arqueológico – restos das Idades Paleolítica, Neolítica, do Bronze e do Ferro; urnas cinerárias e vasos etruscos; Museu Diocesano – Crucifixo romano do início do séc. XIII; partes de políptico de Luca di Tommè e Madonna col Bambino da Scuola di Duccio di Buoninsegna.

CETONA:
Situata alle pendici del monte omonimo, Cetona conserva la caratteristica struttura degli insediamenti medievali con i vicoli e le stradine che si snodano a spirale nel borgo per andare a culminare nella Rocca. Da visitare l'insediamento preistorico di Belvedere, vecchio di 40.000 anni. Interessante il Museo Civico per la Preistoria del Monte Cetona, con reperti che vanno dal Paleolitico fino alla fine dell'Età del Bronzo. Situada nas encostas do monte homônimo, Cetona conserva a estrutura característica dos povoados medievais, com as ruelas e estradas pequenas que cruzam formando espirais na aldeia, para culminar na Fortaleza. É necessário visitar o povoamento pré-histórico de Belvedere, de 40.000 anos. Interessante, também, o Museo Civico per la Preistoria del Monte Cetona, com restos arqueológicos que vão do Paleolítico até o fim da Idade do Bronze. No San Michele Arcangelo (estrutura de 1155), é possível admirar os afrescos da escola de Siena, e outros atribuídos à Cola Petruccioli. Um ciclo de afrescos de Pinturicchio é, também, conservado na igreja SS. Trinità. A economia local, mesmo tendo um grande desenvolvimento durante os últimos anos no setor turístico, convive pacificamente com a agricultura e a criação de animais, que se constituem, ainda, no segmento mais importante da economia. Entre os produtos mais renomados estão o azeite extra-virgem, o vinho, os queijos e os salames. Não se pode perder a cozinha típica, que tem as próprias raízes na clássica tradição toscana.

SAN CASCIANO DEI BAGNI:
Este pequeno centro, colocado no extremo sul da província de Siena, no confim com a Úmbria e Lácio, era já conhecido na época medieval e, ao visitante de hoje, mostra-se como uma aldeia tipicamente medieval, dominada pelo maciço torreão quadrado do Pazzo Bologna. Deve ser visitado o centro histórico, característico implante colinar, com as ruazinhas, ruelas e pracinhas. Fora do centro histórico, nas proximidades das Termas, é muito interessante a Chiesa Basilicale, que remonta ao ano 1000. Mas se San Casciano, imersa na natureza luxuriante e incontaminada, é meta dos visitantes que preferem o hotel fazenda como casa para passar as férias, não se pode esquecer que uma grande parte dos turistas vem aqui para fazer curas termais, tais como terapias inalatórias, banhos e lamas. A poucos quilômetros, há uma pequena aldeia de Celle sul Rigo, com a majestosa torre de ‘200 e um panorama inesquecível. Para o turista que visitará esses lugares, será obrigatório, necessariamente, experimentar os produtos típicos locais.

RADICOFANI:
O centro habitado de Radicofani é caracterizado pela presença da Fortaleza que domina o vale de Paglia, ao longo da qual transitava a rua Francigena. Do fundo do vale, o percurso foi transferido para Radicofani. A Fortaleza, que surgiu durante a Alta Idade Média, e muitas vezes ampliada posteriormente, teve uma notável importância militar, além de se constituir numa etapa obrigatória para os romeiros e os pelegrinos que chegavam do norte e admiravam o panorama romântico formado pela poderosa fortaleza em ruínas, cheia de suas memórias históricas e literárias, centralizadas na figura de um seu antigo e legendário senhor, Ghino di Tacco, cruel, mas culto e surpreendente homem de armas, cujas proezas foram descritas por Dante e Boccaccio. A fortaleza de Radicofani, restaurada no fim dos anos 80, não é a única atração do lugar: a aldeia, não mais protegida pela antiga muralha, mantém bem legível a originária estrutura e se conserva quase intacta no seu estilo do século XIII (excetuam-se os danos provocados durante a última guerra). Sempre na aldeia, é possível visitar o Palazzo Pretorio, o arciprestado de San Pietro e a igreja de Sant’Agata. Fora da cidade e próximo à rua Cassia surge o Palazzo della Posta, enquanto que no território municipal, merece uma parada Contignano, uma pequena cidade de origem romana, perfeitamente conservada nas suas formas medievais.
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